A evolução da cozinha na decoração

 

Pra muita gente, a cozinha é a alma da casa.  Que tal aproveitar e acompanhar como foi essa mudança ao longo dos anos. Veja quais foram os elementos que marcaram a composição desse tipo de cômodo dos anos 50 até a atualidade. Conheça um pouco mais da história desse cantinho popular e querido da casa.

 

O estilo de vida norte-americano (1950)

cozinha-anos-50-1457022957916_300x420A partir dos anos 50, o modo de vida nos EUA (o “American Way of Life”) se espalhou pelo mundo. Donas-de-casa que trabalharam fora durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), voltam-se para o ambiente doméstico no período pós-guerra (muitas vezes conciliando duas jornadas), “atraídas” pelas novas tecnologias. Com cortininhas nas janelas e equipado com geladeira, batedeira, liquidificador, cafeteira e outros eletros, o espaço passa a ser o cartão de visitas perfeito criado pela “rainha do lar” e tal ideia é reforçada pelo cinema norte-americano. Os armários também mudam, ocupam o vazio sobre a bancada e são, de preferência (mas não unicamente), brancos para intensificar a ideia de uma cozinha asséptica e organizada.

 

A memória afetiva da geladeira (1950-1960)

cozinha-anos-50-60-1457023024100_300x420Nos anos 60, a geladeira com cantos arredondados e em cores pastel como o azul e o amarelo claros se mantém em alta. Nos dias de hoje, esse ícone, presente na memória afetiva de quem viveu aquela época, é item mais do que desejado em projetos de cozinhas com toque retrô (mesmo que o eletro seja uma releitura, totalmente adaptada às novas tecnologias). Ainda na década sessentista, surgem os armários feitos com chapas de metal, que logo caíram em desuso por enferrujarem com facilidade.

 

Os azulejos estampados (1960-1970-1980)

cozinha-anos-70-80-1457023081290_300x420Em paralelo à fórmica colorida (material laminado com plástico), os azulejos estampados, inspirados no movimento Pop Art, ganham espaço nas cozinhas no final dos anos 60 e permanecem durante a década seguinte, com seus desenhos abstratos ou geométricos. No término da década de 70 e começo de 80, aparecem novas padronagens na azulejaria como os florais, um clássico, muitas vezes em tons de marrom.

 

As cozinhas americana e de corredor (1970-1980)

cozinha-anos-70-80-1457023137689_300x420A partir dos anos 70, com o intenso crescimento populacional e o encarecimento do metro quadrado, os apartamentos começam a diminuir e a planta da cozinha é alterada. Reproduzindo novamente o modelo norte-americano dos subúrbios, o formato “corredor” é difundido na década de 80: fogão, pia e armários superiores ficam de um lado e a geladeira é posta à frente do conjunto. Nesta disposição enxuta, cabia ainda a clássica mesinha (muitas vezes dobrável) para o café da manhã. Na época (1970-1980), a melhora na capacidade dos exaustores colaborou para que o espaço fosse integrado aos demais cômodos da casa. Surge então a cozinha americana, aberta à sala de estar por meio de um balcão. O estilo faz sucesso ainda hoje.

 

O aço e o MDF nos armários (1990-2000)

cozinha-anos-90-1457023261924_300x420Da passagem dos anos 80-90, os novos armários produzidos em aço ganham força nos lares brasileiros, após a intensa presença nas cozinhas cenográficas em novelas da época. Entre 1990 e 2000, a indústria do MDF (Medium-Density Fiberboard) – as famosas chapas de fibra de madeira – se fortalece e a fabricação de móveis planejados com base nesse material cresce no Brasil. Com relação às cores dos acabamentos, imperam os tons considerados neutros como o branco, bege e o marrom.

Cozinhas personalizadas e a cultura do gourmet (2000 até hoje)

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As cozinhas da Damesi Decor, feitas com a qualidade Marel, são ótimos exemplos de cozinhas planejadas modernas e muito bonitas.

No século 21, a variedade de materiais para acabamento e os equipamentos cada vez mais tecnológicos possibilitaram a composição de cozinhas em diferentes estilos (muitas vezes personalizado e exclusivo). Nos últimos anos, a cultura “gourmet” e o gosto por cozinhar – promovidos pelos programas culinários televisivos – transformam o cômodo em um lugar de convívio e socialização. No piso, as tradicionais cerâmicas são substituídas por porcelanatos. Mármores, granitos e as superfícies de quartzo deixam as bancadas sofisticadas. Embutidos e com painéis “touch”, os eletros migram do branquinho básico para o inox escovado, passando pelo preto e coloridos, chegando ao atual vidro leitoso ou temperado brancos.

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Fonte: UOL

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